7ª Edição do Jornal Capital em Foco

 

O impresso no mundo digital

 

Por Silvana Scórsin

 

Nada de sobrevivente! Simplesmente um inacreditável produto da adaptação, da inovação e da credibilidade do mundo da informação de todos os tempos! O Jornal!

Já na época do grande Imperador Júlio Cezar... Roma que o diga! Como fazia efeito pendurar suas placas em seu reino divulgando suas ações com avisos sobre eventos, e os passos de sua alteza. . “Acta Diurna Populi Romani”, (relatos diários ao povo de Roma) trabalhadas em pedras são as mais antigas formas que se tem notícia da “notícia” sendo propagada em forma escrita.

Hoje, inúmeras são as formas de comunicação, e ao passar de todos esses milênios, não foram poucas as apostas  para o fim do  impresso. Carregamos por tempo nas costas, o peso do corte de árvores, o desmatamento. Veio o telégrafo, o Rádio, a TV, a Internet, e agora, as redes sociais.

 Aguarda aí seu moço! Tem jornal na banca!  E firme e forte estão muito os jornais no mundo. Alguns sucumbiram, é verdade, mas a má administração, combinado com a falta de visão e projeção do cenário, não segura nenhuma empresa, não é mesmo?

Os jornais se  adaptaram,  e se superaram tanto que conseguem ser 100% recicláveis, 1 (um) exemplar pode ser reciclado até sete vezes! Usam madeira de reflorestamento certificadas, portanto, não colaborando assim para o desmatamento. O ciclo produtivo, desde a extração da madeira até a sua confecção, está de acordo com todas as especificações e legislações ambientais. As empresas, em grande maioria, praticam responsabilidade social, com seus projetos educacionais,  além de levar a melhor da informação. Segundo pesquisas, o Jornal é o veículo de comunicação de maior credibilidade, segundo dados do IBOPE 2017, no ranking está com 59%.

O caso é de se pensar, manter e crescer, produzir informação limpa e sustentável. Continuar a se reinventar, seja impresso ou digital, o Jornal está com tudo no quesito da qualidade de informação, e mostrando que tem uma imensa capacidade de se formatar de acordo com novas necessidades de leitores e anunciantes, com formatos diferenciados, papeis especiais, linhas editoriais cada vez mais variadas e convidativas, enfim, prato cheio.

 A tecnologia é a estrela ascendente de um mundo que acelerou o passo, colou o pé no acelerador e apertou profundamente, parece não mais pensar em frear, a cada novo dia uma nova invenção, algo que não sabíamos que não sobreviveríamos sem aquilo. Dá para imaginar? Tipo: você já se imaginou totalmente sem um aparelho de celular? Sem uma Televisão? Mas, vivemos muito bem sem eles  anos atrás, fizemos faculdades sem internet, sem Google! Ora, bibliotecas ainda existem, e são ótimas fontes, mas não estão a um clique, não é?

O único impasse na tecnologia foi colocar os carros na frente dos bois.  A corrida sem freios está custando caro para o planeta. A construção de aparelhos tecnológicos de ponta, como celulares, computadores, tablets , entre tantos outros está em ritmo desenfreado causando um ciclo de produção catastrófico para a humanidade. Da extração de minérios, alguns tóxicos, e alguns até sem legalidade, ao uso com abuso, e ao descarte inconsequente que produz em média 50 milhões de lixo no mundo.  Esse lixo contamina o solo, a extração de minérios arruína a terra, sem falar que a extração sem as devidas precauções, como existem casos na África, precisamente no Congo, de crianças se expondo a metais perigosos que são comercializados clandestinamente, e usados por grandes empresas, pois os são responsáveis por fazer o aparelho celular vibrar. A emissão de CO2 no planeta está aumentando a temperatura.

 Ok, Vocês estão pensando que vamos ter que acabar com a nossa produção e com nossas invenções? Não! Mas se não for praticado imediatamente um programa e legislado, uma cultura de “Logística Reversa” onde: o que se adquire de eletrônico deve ser recebido pelo vendedor ao final da vida do produto, como responsabilidade pelo descarte e reciclagem das peças que podem ser recicladas, não teremos tempo para por o pé no freio. As COPS que digam, ou não, mas o fato é que recursos do planeta são finitos, e precisamos saber lidar com o novo aparato incrível que temos, senão,  começaremos a voltar  e dar a ré, racionando água, energia e tantas outras coisas.  Fala-se em sustentabilidade há alguns anos, mas já era tempo de termos nos formado nessa matéria e gerado em nosso favor a forma correta de evoluir, desenvolver sem agredir, e destruir o meio ambiente.

Silvana Scórsin

Mestre em Gestão e Avaliação de impacto ambiental e Especialista em economia e gestão empresarial

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