Edição especial  do Jornal Capital em Foco

 

Universidade de Brasília

Por:  Ana Cláudia Lima

Sempre tive um encantamento por esse local grandioso e centro de conhecimento. Tentei estudar lá, mas como muitos da minha época, esse local era um sonho, sonho este que realizei com meu filho. Passar por esse espaço de conhecimento sempre me deixa emocionada. Mas já tive minha experiência lá, buscando leitura para ajudar nos meus trabalhos de conclusão do curso de secretariado e da especialização. E, a última no ano passado durante a licenciatura em Educação Profissional indo para o lançamento do livro de um dos maiores nomes da educação brasileira - Dermeval Saviani. Contarei para vocês leitores do Capital em Foco a história da nossa Universidade Federal, que é a única que tem até o nome diferente – a nossa UNB.

 

Embora conhecer essa história linda?

“Brasília tinha apenas dois anos quando ganhou sua universidade federal. A Universidade de Brasília foi inaugurada, em 21 de abril de 1962, com a promessa de reinventar a educação superior, entrelaçar as diversas formas de saber, e formar profissionais engajados na transformação do país. 

A construção do campus brotou do cruzamento de mentes geniais. O inquieto antropólogo Darcy Ribeiro, que definiu as bases da instituição. O educador Anísio Teixeira, que planejou o modelo pedagógico. O arquiteto Oscar Niemeyer, que transformou as ideias em prédios. 

Os inventores desejavam criar uma experiência educadora que unisse o que havia de mais moderno em pesquisas tecnológicas com uma produção acadêmica capaz de melhorar a realidade brasileira. 

As regras, a estrutura e a concepção da Universidade foram definidas pelo Plano Orientador, uma espécie de Carta Magna, datada de 1962, ainda hoje em vigor. O Plano foi a primeira publicação da Editora UnB e mostra o espírito inovador da instituição. 

“Só uma universidade nova, inteiramente planificada, estruturada em bases mais flexíveis, poderá abrir perspectivas de pronta renovação do nosso ensino superior”, diz o Plano Orientador. 

Trilhar esse caminho, no entanto, exigiu esforços. Apesar do projeto original de Brasília já prever um espaço para a UnB, foi preciso lutar para garantir sua construção. Tudo por causa da proximidade com a Esplanada dos Ministérios. Algumas autoridades não queriam que estudantes interferissem na vida política da cidade. Somente, em 15 de dezembro de 1961, o então presidente da República João Goulart sancionou a Lei 3.998, que autorizou a criação da universidade. 

Darcy e Anísio convidaram cientistas, artistas e professores das mais tradicionais faculdades brasileiras para assumir o comando das salas de aula da jovem UnB. “Eram mais de duzentos sábios e aprendizes, selecionados por seu talento para plantar aqui a sabedoria humana”, escreveu Darcy Ribeiro, em A Invenção da Universidade de Brasília. 

A estrutura administrativa e financeira era amparada por um conceito novo nos anos 60, e até hoje "menina dos olhos" dos gestores universitários: a autonomia. “A UnB foi organizada como uma Fundação, a fim de libertá-la da opressão que o burocratismo ministerial exerce sobre as universidades federais. Ela deveria reger a si própria, livre e responsavelmente, não como uma empresa, mas como um serviço público e autônomo”, escreveu Darcy, em UnB: Invenção e Descaminho. 

A inauguração da UnB assemelhou-se com a construção da capital federal. Quase tudo era canteiro de obras, poucos prédios estavam prontos. O Auditório Dois Candangos onde ocorreu a cerimônia de inauguração, foi finalizado 20 minutos antes do evento marcado para as 10h. O nome do espaço homenageia os pedreiros Expedito Xavier Gomes e Gedelmar Marques, que morreram soterrados em um acidente durante as obras.

Cláudia Lima 

Licencianda em Educação Profissional. Pós-graduada em Gestão de Pessoas, Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue.

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