EDITORIAL

Por Betânia Sousa

 

Queridos leitores, após um longo recesso, as edições estão de volta!!! Aliás, o Jornal está com muitas novidades. Apesar de  estarmos cercados de notícias desfavoráveis devido à crise pandêmica, temos a missão de levar a vocês dentro deste contexto, conteúdos que agreguem valor e segurança para todos.

Este ano temos a honra de apresentarmos dois autores esplêndidos: Fana Lopes, foi docente da Fundação Educacional do Distrito Federal, responsável pela Coluna Especial sobre “Comportamento” não só na organização, mas também, para a vida pessoal. São vídeos com reflexões muito importantes para o nosso comportamento e amadurecimento, nos proporcionando a possibilidade de nos tornarmos melhores a cada dia. E, Gustavo Dourado - Presidente da Academia Taguatinguense de Letras com a Coluna sobre” Literatura” com os mais diversos cordéis e poemas para nos encantar. E, para fechar, a nova integrante da equipe, Sheila Ferraz, estudante de jornalismo da UNIP que chegou para agregar valor ao time, e que nos brinda com seu primeiro artigo nesta edição sobre “O poder feminino” - A mulher do século 21 vivendo uma ascensão de seu empoderamento.

Ainda, dentro das novidades, o Programa Capital em Foco no AR que está em novo canal (YouTube) e em novo horário (às 20h), mas continua toda quinta-feira. Os temas agora são um por mês, divididos em séries. Neste mês de março em que comemoramos o turismo, teatro, poesia, circo, e claro, nós mulheres, então a Série é sobre Cultura, Inovação e Cidadania. Tivemos convidados muito especiais, e o último episódio será no dia 25/04. Não percam

A 11º lançada este mês não poderia deixar de homenagear as mulheres, então, Ângela Scórsin, fala sobre “Carreira e propósito” – a  mulher frente ao mercado de trabalho, porém seguindo forte um propósito maior de cuidar da família; D´Roza comenta sobre a liderança feminina, e que a Liderança é ser forte frente aos problemas, é ser flexível e criativo; Leone Carneiro apresenta “Saúde da Mulher na Pandemia”, assunto de extrema importância e serenidade para todas nós; Karla Lopes apresenta “Mulher, pandemia e os eventos” duas grandes profissionais da área e suas histórias de superação frente ao caos financeiros no país. Ana Claudia Lima com “A Mulher e a Pesquisa” - cita para nós dois exemplos de mulheres que fizeram a diferença na área científica e eu, Betânia Sousa trago a mulher à frente aos trabalhos filantrópicos. Os desafios são gigantes, mas a garra dessas mulheres é maior.

Muitas novidades, não é? Então, aproveitem. Desejamos uma excelente leitura para todos.

O Jornal Capital em Foco conectando pessoas, histórias e profissões.

 
 

A mulher e a pesquisa

Por Ana Cláudia Lima

Neste mês tão especial para nós mulheres, e em um momento onde estamos com o pensamento na pesquisa pela cura de um vírus, podemos parar para relembrar de duas mulheres muito importantes na área da pesquisa, e que contribuíram muito para o que temos hoje.

 

Uma que vou mostrar é a sérvia Mileva Maric - ela foi a primeira esposa do cientista Albert Einstein, e este mês veio à tona a sua história em forma de protesto para o reconhecimento do seu trabalho na Fundação Nobel. Apesar de toda a sua contribuição para os vários trabalhos de Einsten, além de muitos serem de sua própria autoria, ela nunca foi nem indicada para o prêmio. Até o final deste mês está veiculando nas plataformas digiais um convite para fazermos o gesto da “lingua” eternizado na figura de Einstein para buscar esse reconhecimento.

 

O movimento #nobelformileva contra com o projeto “Milevas do Futuro”, e no final de março, para encerrar o mês do Dia Internacional da Mulher, será veiculada uma animação e um curta-metragem com a história de três meninas apaixonadas por ciência, que encontram na figura de Mileva a inspiração necessária para seguir seus sonhos.

Agora, também é bom lembrar de outra mulher que ganhou o prêmio Nobel duas vezes, Marie Curi. A história dessa polonesa não foi fácil, e claro, muitos desafios que teve de enfrentar para conseguir em dois campos da ciência: Física e Química. Se, hoje nós mulheres enfrentamos desafios e podemos denunciar o preconceito no meio acadêmico, imagine como era no fim do século 19?

Apesar da fama e da reputação conquistada, Curie enfrentou o preconceito e no mesmo ano que ela recebeu o seu segundo Nobel, a Academia Francesa de Ciência não a elegeu como membro por dois votos. Afinal, aceitar uma mulher não era nada natural naquela época.

 

Então, está curioso em saber o que Marie Curie fez? Marie e seu esposo Pierre pesquisavam sobre radioatividade (termo que ela inventou). Após décadas de estudos com esse perigo desconhecido, Marie pagou um preço muito alto pois não tomava nenhuma precaução. Ela morreu de anemia aplástica, causada pela manipulação constante de material radioativo, aos 66 anos. Mas deixou um exemplo que brilha até hoje no panteão dos heróis científicos da humanidade.

Fonte:https://imom.com.br/nobelformileva-campanha-internacional-reivindica-premio-nobel-a-primeira-esposa-de-einstein/

https://super.abril.com.br/historia/marie-curie-a-polonesa-mais-brilhante-do-mundo/

anaClaudia1-11.jpg
anaClaudia2-11.jpg.png
 
ImagemAngela11ed.png

CARREIRA E PROPÓSITO

Por Ângela Scórsin

 

Queridos leitores, neste mês de março comemoramos o mês da Mulher, claro, que eu não podia deixar de homenagear nós mulheres, guerreiras, educadoras, docentes, mães, e por aí vai repleta de adjetivos. Há tempos a mulher já conquista o mercado com sua dedicação, responsabilidade, perfeição, foco, mas também, colocando sua sensibilidade no contexto quando assim é preciso, e digo com sabedoria, por vezes, esse sentimento afaga muitos conflitos.

Recentemente li uma matéria belíssima escrita por Janize Colaço sobre “Liderança feminina”, na qual ela apresenta 08 mulheres brasileiras com seus projetos maravilhosos em prol de uma sociedade. Confira abaixo na fonte as ações de cada uma. Vale a pena conferir, pois são motivadoras.

O que me chama atenção nisso tudo é o quanto elas estudaram, se aperfeiçoaram em seus propósitos. Mais do que nunca, nós mulheres amamos estudar, e pesquisar, pois, somos curiosas, sensitivas, e isso contribui para traçarmos nossos caminhos para o sucesso.

A mulher está inserida em todas as profissões, não temos medo de nada, encaramos qualquer situação para levarmos comida para casa, e segurança a nossa família. Enfrentamos o mundo e todos. Unidas, então, formamos um belo time. Risos.

Eu sempre gostei muito de estudar, e continuarei pelo resto da minha vida, porque isso me enche de alegria, de satisfação e mais ainda, quando tenho a oportunidade de compartilhar com alunos e outros profissionais da minha área.

É preciso aproveitar que hoje com internet tudo está muito fácil, basta ter força de vontade e disciplina. Podemos ganhar o mundo, porém, é preciso ter um propósito de vida, de carreira, de trajetória, senão, você se perde.

Você, minha fiel leitora que quer ganhar o mundo corporativo, que sabe liderar com amor, postura e respeito, não perca tempo. Estude, leia, conecte-se com pessoas que tenham a mesma linha de missão. Encare, ouse, e trilhe o caminho para o sucesso. Eu sei que você pode.

 

Conte comigo.

Um forte abraço.

Fonte: https://www.napratica.org.br/brasileiras-lideranca-feminina/

As Mulheres frente às causas Filantrópicas

Por Betânia Sousa

Queridos leitores, nessa edição em homenagem ao mês das mulheres vamos abordar a figura feminina como agente transformador na sociedade por meios de suas ações sociais. A mulher consegue se destacar em tudo que desenvolve, por ela ter a sensibilidade de olhar além, e sobre tudo, por ter a capacidade de acumular várias responsabilidades no seu cotidiano.  A mulher tem muita participação nas áreas sociais, e mesmo com atuação masculina efetiva, as mulheres tem dominado nas causas filantrópicas no Brasil e no mundo.

A importância do trabalho feminino frente as causas sociais tem sido de grande relevância para a sociedade em geral, e por dar um impacto positivo na vida das pessoas participantes dos projetos. Na maioria das vezes os grandes projetos nascem de alguma grande história de luta, superação e determinação, afim de agregar significado e valor as pessoas envolvidas.

Assim, muitos projetos desenvolvidos nas comunidades visam dar espaço as pessoas que fazem parte de um grupo que se encontram em vulnerabilidade, e geralmente são verdadeiros divisores de águas nas vidas das pessoas. Por meios dessas ações os participantes tendem a serem motivados a buscar por melhores condições de vida pessoal e profissional. No Brasil, há diversos projetos filantrópicos liderados por mulheres fortes, determinadas e corajosas   que fazem valer seu trabalho em meio as situações adversas, geralmente elas não são movidas pelas a realidade a sua volta, e sim, pela força de ir adiante e levar seu sonho aos patamares maiores.

As lutas dessas mulheres são constantes, porque toda organização exige dedicação máxima para ter sucesso na atividade, e na maioria das vezes, as mulheres doam 100% do seu tempo em prol dos projetos. Os desafios são gigantes, mas a garra de suas idealizadoras é maior.  Essas lideranças femininas se destacam por suas habilidade e competências desenvolvidas ao longo de sua atuação. São pessoas inspiradoras, admiradas e verdadeiros exemplos por quem as acompanham de perto e vêem suas lutas de diárias.

Parabenizamos todas as mulheres que realizam esse trabalho magnífico e desejamos que muitas venham fazer parte desse time de verdadeiras heroínas sociais que acreditam e lutam por seus ideais, pessoas que na maioria das vezes canalizam sua dor em prol da vida do outro.

 
D Rosa11-1.jpg

LIDERANÇA FEMININA

Por: D’ROZA

Sabe aquelas pessoas que nascem com um propósito maior, e que por onde passam deixam um rastro de amor e solidariedade? Eu sei. São as mulheres.

Para alguns, a liderança vem de muito estudo e dedicação, para outros, liderança é algo comum e natural, e neste mês de março, homenageio as mulheres de nossa Capital, em especial, a Sra. Kilze Beatriz Montes Silva.

Nascida em Araguari - Minas Gerais, veio com o trem da humidade para o DF trilhar os caminhos das inúmeras conquistas da família. Esposa dedicada, mãe de Bruno, Brenda e Raissa e avó do Miguel e Analice.

Segundo seu esposo, de nada adianta as conquistas da vida profissional se não tiver o apoio da família, e ele está certo. Família é o nosso bem mais precioso.

Atualmente, a sra. Kilze trabalha na Secretaria Parlamentar da Câmara dos Deputados, e lá se destaca sempre com seu exemplo de humildade, elegeria, empatia e muito trabalho.

Uma mulher de força e coragem, vencedora de várias adversidades que a vida colocou em sua jornada, mas que nenhum obstáculo a fez desistir.  

“Kilze cativa a todos com sua alegria, simplicidade e alto astral. Divertida e sempre muito feliz em seus momentos de descontração e lazer, sem deixar de lado a profissional competente e sempre comprometida com seu trabalho. Quem a conhece e desfruta de sua amizade pode se considerar uma pessoa privilegiada”. Eis o relato da amiga Tereza.  

Liderança é ser forte frente aos problemas, é ser flexível e criativo. É ser colaborativo, empático. É ser mãe, esposa e profissional competente, e tudo isso com equilíbrio emocional, assim como a sra. Kilze.

Parabéns a todas as mulheres maravilhosas da nossa sociedade.

 

A MULHER, PANDEMIA E OS EVENTOS.

 

Por Karla Lopes

 

Um dos setores fortemente atingidos com a pandemia, foi o de eventos sociais: casamentos, aniversários, bodas, festa de 15 anos.

À frente de muitas destas empresas, temos mulheres incríveis, que além de terem que se adaptar à pandemia, tiveram que se reinventar como ser humano. Muitas são mães e chefes de família, e se já não é fácil sobreviver de eventos em tempos normais, imagina em tempos como o que está sendo vivido há mais de um ano?

O Jornal Capital em Foco conversou com 2 mulheres que trabalham com eventos: a Fotografa Juliana Vieira e a Juíza de Paz, Cristina Lopes. Perguntamos como enfrentam o presente com a insegurança do futuro; qual foi o pior momento enfrentado; como o isolamento mexeu com o psicológico delas; o que mudou em suas vidas profissionalmente e pessoalmente, e por fim, quais os planos de vida, quando a vacina finalmente nos alcançar e tudo isso acabar. 

 

 

Juliana Vieira, fotógrafa, empreendedora, solteira @fotografajulianavieira

 

"No início de tudo me paralisei diante do desconhecido, me preocupei, quase enlouqueci, em seguida eu percebi que ou eu continuava ali parada, ou eu faria algo para sobreviver. A única certeza que eu tinha é que eu precisava tomar uma atitude ou minha vida ia cada vez mais pra baixo.”

O pior momento para mim foi o início mesmo, senti que estava tudo acabado, mas diante de toda situação eu me reinventei e em companhia do meu noivo e sócio, trouxemos para nossa cidade o projeto Casamento íntimo, famoso fora do país como Elepoment Wedding, e conseguimos nos reerguer com casamentos pequenos, muitas vezes somente com a presença do casal, celebrante e nós da fotografia.

Confesso que fiz a quarentena pelos primeiros 15 dias (foram os piores), houve muito choro, muita dúvida, mas conversando com pessoas próximas e buscando me reinventar, acabei ocupando minha mente de forma exaustiva e desde junho de 2020 não tenho me abalado muito. Mas tem dias que é impossível ficar bem, diante de tanta dor, tantos erros e incertezas. Tento manter a mente ocupada e elevo todos os dias meu coração a Deus e com fé vou seguindo um dia após o outro.

Apesar de ter apenas dois casamentos cancelados e vários adiados, posso afirmar com muita certeza e gratidão que meu trabalho vem sendo muito mais cotado e solicitado do que em 2019. 

Pessoalmente comecei a valorizar muito mais as pessoas que me amam, estar com elas quanto mais tempo possível e aproveitar com elas. Viver e viver todos os dias sem perder nenhuma oportunidade de ser feliz ao lado das pessoas que amo.

Como creio que isso vai durar longos anos, não estou fazendo planos a longo prazo. Mas estou estudando para me tornar uma profissional melhor, desejo ter meu lar em breve e constituir minha família logo (marido, filha, mais filhos). Meu lado materno está cada dia mais aflorado".

 

Cristina Lopes, Juíza de Paz e Celebrante de Casamentos, Solteira em União Estável 
@cristinalopes.juizadepaz

Profissionalmente, o medo do presente está mais forte que a insegurança do futuro.  Não diria “medo”, mas “incerteza”. Atualmente minha renda está completamente instável, toda hora tenho clientes adiando ou cancelando seus casamentos, apesar de vários remanescerem.

 

  

A insegurança do futuro, pensando no pós – pandemia, é menor por que sei que muitos dos meus clientes só estão esperando a pandemia passar para marcar suas cerimônias. Com relação à mudança na forma de trabalho, que acredito que chegará para todos, já que a pandemia está mudando nosso modo de viver, estou disposta a me adaptar ao que vier.

Pessoalmente, o medo do presente e a insegurança do futuro se misturam. Como a maioria dos brasileiros, sinto medo pela saúde daqueles que eu amo. Com relação à insegurança do futuro, só desejo minha família bem, feliz e unida quando tudo isso passar. Qualquer outra coisa fica em 2º plano e pode ser suscetível à recomeços.

O pior momento foi o período entre 20 de março e 04 de maio de 2020, quando todos os casamentos foram cancelados. A ansiedade e o pessimismo estiveram presentes por alguns períodos. Tenho superado me aprofundando no autoconhecimento, na espiritualidade, com meditações, boas intenções. Quando vem o estresse ou o desânimo, acendo um incenso, me acolho, respiro fundo, como uma coisa gostosa. Pequenas coisas que posso fazer por mim fazem a diferença.

Os meus contratos são confirmados, adiados e cancelados frequentemente. Em uma área que os clientes costumavam preparar tudo com muita antecedência, pra que tudo estivesse certo quando o momento chegasse, hoje é tudo inconstante. Muito diferente do que vivenciei nos meus 06 anos de carreira como Juíza de Paz e Celebrante.

Com a percepção muito forte hoje de que não temos controle sobre nada, tenho me empenhado mais em curtir as pequenas coisas boas da vida. Um café com leite, um banho ouvindo as músicas favoritas, uma meditação relaxante. Viajar, visitar os meus amigos, abraçar muito a minha avó (que saudade dela), aproveitar a vida com a minha família. Retomar parcerias que foram deixadas de lado por conta da pandemia, em razão do fechamento de estabelecimentos e dificuldades profissionais de parceiros".

Sabemos o quanto é difícil manter, em momentos como o que está sendo vivido coletivamente, a força, a coragem e o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, principalmente quando o seu trabalho é independente, autônomo e sem um salário fixo. Sendo mulher, isso fica ainda mais complexo.

Juliana e Cris, nos mostram que é justamente em tempos difíceis, que nós mulheres precisamos nos unir, nos ajudar e acreditar em tempos melhores.

Karla Cristina 11-1.jpg
 

A SAÚDE DA MULHER NA PANDEMIA

Por Leone Carneiro

 

Perdoem-me começar este texto escrevendo sobre a pandemia. Sei que estamos cansados, sendo afetados por ela, e com dúvidas sobre o futuro. Queiramos ou não, ela está no meio de nós, nos desafiando, e trouxe à tona assuntos que já eram importantes (tecnologia, diversidade e inclusão, o próprio trabalho remoto). Porém, dentre os assuntos citados, outro ponto que virou pauta é a nossa saúde mental.

 

Em um e-book da revista HSM – Lugar de Gente Feliz, entre as nove tendências globais do capital humano, o bem-estar está em segundo lugar no ranking. Seguramente, o bem-estar é um dos elementos para uma boa saúde integral (mental, física e emocional).

 

Por que se faz necessário abordarmos e conhecermos mais o assunto? Porque Saúde Mental é Vida (@saude_mental_vida). Ter saúde mental é ter qualidade de vida e bem-estar.

 

Em comemoração ao mês da Mulher, traremos informações focadas nesse gênero. Já de antemão, nós, mulheres, somos mais 70% suscetíveis a alguns transtornos mentais. No quesito transtorno alimentar, nós temos 10 vezes mais chance de sermos afetadas.

 

Um estudo da Ipsos (realizador de pesquisas mundial) no Women´s Forum (Fórum das Mulheres) relata que, no Brasil, as mulheres sentem 49% de ansiedade, enquanto a porcentagem dos homens é 33%; no quesito depressão, sentimos 14% enquanto os homens sofrem 07%. O problema não ocorre somente no Brasil.  Acomete mulheres do mundo todo.

 

Algumas prováveis causas apontadas no estudo da Ipsos e no guia Ser Mulher - A Saúde Mental Delas: temos mais responsabilidades domésticas, trabalhamos mais, costumamos não pedir ajuda aos outros e menos tempo para cuidar de si. Se tais fatores já ocorriam antes da pandemia, imaginemos como vem sendo a situação de algumas mulheres neste último ano?

Para amenizar tal situação, o que podemos fazer (ou passar a fazer)?

  1. Programarmos mais tempo para nós;

  2. Fazer atividades físicas;

  3. Momentos de lazer e com a família;

  4. Cuidar das nossas emoções;

  5. Pedir ajuda não é fraqueza. Peçamos;

  6. Meditação (para quem gosta);

  7. Dormir bem;

  8.  Diário da gratidão (escrever todas as noites, três coisas pelas quais somos gratas);

  9. Procurar ajuda profissional, caso perceba necessidade.

 

Algumas pessoas podem se perguntar: a pandemia não deixa tempo para mais nada. É possível. Por que não começamos a práticas as dicas acima aos poucos?

Cuidemo-nos.

Leona 11-1.png
 
 

O PODER FEMININO

 

Por Sheyla Ferraz

No meio de uma sociedade ainda muito machista, como podemos vencer esta barreira de desigualdade social e de gênero?

As mulheres caminham uma corrida cheia de desafios ao longo de décadas. Elas precisam ter muita força e “sangue nos olhos” para conquistar o seu lugar ao sol em uma sociedade preconceituosa.

A conquista pela voz e espaço são adquiridas debaixo de muito suor e uma ambição insaciável de mudanças que reconheçam o seu valor e ampare os seus direitos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a população brasileira é composta por 51,8% de mulheres, e 48,2% de homens.

Ainda que a luta seja gradativa, ela é real e seus sinais são indiscretos. Atualmente, o cargo de liderança das mulheres subiu para 20%, ocupando 37% dos cargos de direção, segundo a Page Executive, uma unidade de negócios do PageGroup especializada em recrutamento e seleção de executivos C-Level. A presença do público feminino nos processos seletivos também subiu para 70% em 2020.

A jornada é longa, e precisamos que os resultados sejam ainda mais expressivos e alcance os setores onde há uma predominância maior dos homens nos cargos de chefia. Para isto, as mulheres precisam ir além dos paradigmas criados pela própria sociedade e mostrar a sua coragem, suas habilidades e toda sua capacidade de protagonizar a construção de um ambiente corporativo cheio de êxito.

A mulher do século 21 está vivendo uma ascensão de seu empoderamento. As circunstâncias ao seu redor não deram a ela o poder, ao contrário, revelaram um poder que no meio de tantas barreiras estava sufocado e adormecido; mas que ao ser despertado, revelou o quanto já eram gigantes... O desafio serviu de impulso.

Viva as mulheres!

Fonte: Forbes e Educa IBGE

Sheyla 11-1.png