Foco especial! 30 de julho – Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas



Por Karla Lopes



Milhares de pessoas ao redor do mundo são traficadas. Com promessas de uma vida melhor, a grande maioria tem suas vidas destruídas. São escravizadas, abusadas, exploradas sexualmente e em quase todos os casos, não conseguem retomar a vida anterior.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes – UNODC, estima que quase 80% das vítimas são meninas e mulheres. O tráfico de crianças também aumentou consideravelmente nos últimos anos. Mas também há o contrabando de imigrantes e em vários casos de homens para, também, trabalhos sexuais.

No Protocolo de Palermo (2003) estabelecido pela Organização das Nações Unidas, do qual o Brasil é signatário, define que o tráfico de pessoas é o “recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo-se à ameaça ou ao uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade, ou a situação de vulnerabilidade, ou à entrega, ou aceitação de pagamentos, ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração”.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em dados obtidos da UNODC, 2,5 milhões de pessoas vivem em estado de exploração – física, mental e sexual. Esse crime gera um lucro de aproximadamente 30 bilhões de dólares anualmente para os traficantes. Em 2013, foi lançado, também pelo MJSP, o Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas com um panorama que, 7 anos depois, só piorou.

Campanhas ao redor do mundo, unem-se no combate ao tráfico de seres humanos e o contrabando de imigrantes. O objetivo conjunto é ajudar essas vítimas na recuperação de uma da dignidade, humanidade e respeito e o alcance de uma vida melhor. Em Brasília, a Secretaria de Justiça e Cidadania tem um canal para denúncias, que é o Disque 2104-4228.

O dia 30 de julho é para lembrar que todos somos responsáveis em evitar que pessoas sejam usadas como objeto de alcance de renda e satisfação. E que toda sociedade civil deve permanecer alerta a qualquer sinal deste tipo de violência.  

Fonte: unodc.org/justiça.gov.br/cnj.jus.br/agenciabrasília.df.gov.br

Imagem: boredpanda.com

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