FOCO ESPECIAL Coronavírus: como virar o jogo (interior e exterior)?


Foto: entremundos.com.br


Por : Ândrei Clauhs

A vida é uma jornada de travessias. E, certamente, aprincipal travessia que temos a realizar diz respeito ao homem/mulher humano. Sim, somos seres complexos, e abarcamos diferenças que, longe de serem defeitos, são potenciais criativos poderosíssimos.

Em nossa complexidade, possuímos virtudes e imperfeições que efetivamente nos fazem humanos! Ah, sim, também alimentamos sonhos e desejos.

Eis que, no entanto, uma amarga experiência se nos apresenta, sorrateira, silenciosa e devastadora. O Coronavírus chegou e literalmente varreu as cidades do mundo inteiro. Mais do que isso, está varrendo vidas, corações, mentes e almas...

Será esta pandemia um acaso da natureza? Ou será que temos uma enorme parcela de responsabilidade no que está acontecendo? Seria a colheita de uma má plantação?

Que ensinamentos essa catástrofe nos apresenta?

Bem, creio que temos total responsabilidade pelo que estamos vivendo hoje: eu, você, eles, elas, todos nós.

A vida é uma grande dádiva energética, num vasto oceano de energia. É a existência dessa energia que nos possibilita ativar neurônios, pensar, sentir, vibrar e mesmo ao utilizar os celulares, seja para voz, seja para dados, por meio de aplicativos, internet, banda larga.... Larga de quê, mesmo? De energia!

Acontece, porém, que temos feito mau uso desses recursos, a começar por nossa mente. Todo pensamento e sentimento que vibramos, em frequências positivas e negativas, vão para o Universo. E lá vão se juntando, formando camadas, em que as negativas, mais densas, ficam abaixo das positivas, mais leves, que flutuam mais alto em relação à crosta terrestre.

Há tempos, estamos emanando energias ruins para o Universo, adensando a camada negativa, e moldando nuvens obscuras, verdadeiras trevas ao redor da crosta terrestre. Que pensamentos, sentimentos e comportamentos contribuíram para isso? Todos, certamente, temos as respostas, que pululam em nossas mentes, quase que não mais sussurrando aos ouvidos, mas gritando a realidade há algum tempo: raiva, vingança, discórdias ideológicas levadas ao extremo do desejo da aniquilação mútua, tristezas, medos, injustiças, angústias, vergonha, culpa, rancor (essas três últimas, as vibrações mais baixas na escala de frequências, segundo o estudo do médico David Hawkins), e outros sentimentos perigosos, que nos levam aos mais pesarosos pesadelos.

E o que dizer da vida louca do trânsito das cidades? Motoristas se ofendendo, matando por que levaram uma “fechada”. Torcidas de times de futebol entrando em guerras urbanas. E, por falar em guerra, vale lembrar da violência, dos crimes, das drogas, do desrespeito de uns em relação aos outros, e vice-versa?

A vida acelerada nos colocou em pilotos automáticos: acordar, sair da cama, trabalhar, levar filho(s) para a escola (alguns!), trabalhar de novo, sentir pouco prazer por viver cada dia, esperando freneticamente pelo “sextou”. E aí, vivemos de final de semana em final de semana, mas, mesmo assim, discutindo nas redes sociais, acompanhando as pessoas furarem filas, mentindo, dando um “jeitinho” pra tudo, afinal de contas, esperamos muito pelo fim de semana; logo, não dá para esperar na fila! Estamos sempre colocando nossos egos em evidência: todos queremos ter razão, estar certos, defender nossos votos políticos.

Sem se contar a corrupção, a mentira. Isso tudo parece ter-se transformado numa vã oportunidade de tornar uma história falsa e inescrupulosa em verdadeira, legítima, independente de partido ou ideologia politica: vale para todos os lados em que temos o homem humano atuando nos dias atuais, ou, ao menos, que antecederam a grande peste que nos assola hoje.

Terá este flagelo chegado como um Chamado, como mais uma advertência, dentre tantas outras da História, só que, desta vez, com mais intensidade, para que façamos uma parada para refletir?

Literalmente, paramos! Tivemos, temos e teremos que modificar planos; cancelamos viagens e atividades em comunidade, estamos fechados em casa, longe dos convívios sociais e de trabalho, mas perto de nossos familiares!

E, eis, aqui, uma grande oportunidade de crescimento! Sim, a tragédia nos oferece sofrimentos, com a perda de pessoas queridas, mas também nos dá a chance ímpar de desacelerarmos; de respirarmos mais corretamente; de mastigarmos os alimentos mais compassadamente e com mais prazer, junto à família; de jogarmos os tão gostosos jogos de tabuleiro, que pareciam esquecidos; de conversarmos à mesa; mais do que isso, de dialogarmos, entendendo o diálogo como um momento em que há liberdade, um âmbito comum de significados entre nós e nossos entes queridos, que não se colocam em oposição;assim, o grupo não precisa ter nenhum objetivo pré-estabelecido. Os propósitos podem surgir e mudar livremente; ninguém é excluído. É um encontro direto: face a face. Que linda oportunidade, não? Isso é real! Poderia parecer utopia nos tempos que antecederam o vírus, não?

Mentores, coaches e psicólogos, via de regra, iniciam seus trabalhos pelo autoconhecimento. Igualmente, em minhas sessões de desenvolvimento humano e organizacional – em que, além da mentoria e do coaching, eu reúno os fundamentos de neurociência e os princípios de física quântica e da espiritualidade – convido meus clientes a se recolherem e a mergulharem em seu autoconhecimento, para que possam exercer autorregulação, e chegar ao domínio pessoal (alinhando pensamentos, sentimentos e vibrações), para que possam criar a realidade que desejam e promover a expansão da Consciência, tudo centrado na descoberta de um propósito maior para a vida pessoal e profissional.

Por falar nisso, você sabe qual é o seu propósito? O que dá sentido à sua vida?

Isso não é utópico. É real. Já acontece com muitas pessoas que buscam o autoconhecimento e os propósitos em suas vidas!

​Esse é o momento do Chamado, portanto, para o despertar de mais e mais pessoas!

​É preciso desacelerar, ter autocuidado, autoamor e amor pelo próximo. O momento tem-nos convidado a cuidarmo-nos uns dos outros. Não é à toa!

​Infelizmente, ainda temos visto cidadãos que não entenderam o recado, o Chamado, as adaptações e as mudanças que se fazem necessárias para uma nova vida, para um novo despertar, para a Glória de Deus na Terra.Ainda acompanhamos, estupefatos, pessoas nas redes sociais, e em alguns veículos da mídia usando esse momentum (em latim, energia do movimento) como trampolim político, como viés de vingança partidária... quantas vidas ainda precisam ser ceifadas, para que essas pessoas caiam na realidade de que estão fazendo mal para o planeta, para a vida? Não é hora de politicagem; não é hora de revanche; não é hora de sarcasmo, de deboche...

É chegado o tempo de nos unirmos em prol de um objetivo comum. Quando um ente querido adoece, as pessoas que a cercam são movidas por sua Consciência e pelos médicos a pararem de se atacar, a se irmanarem em torno do enfermo, para juntos, chegarem à cura.  A Terra está doente. E, quanto mais energias negativas vibrarmos para o Universo, mais densa ficará a crosta obscura que está nos envolvendo. É preciso vibrar AMOR, a energia que cura tudo, e que vai chegar ao Universo e dissolver toda a negatividade! Verde, amarelo, vermelho, azul, branco, preto, enfim, essa é a chamada para misturarmos todas as cores, formarmos o arco-íris da transformação, e vencermos o adversário silencioso e oculto, que nós mesmos criamos e alimentamos há tempos!

Sob esse mesmo enfoque, quero, ainda, explorar outro aspecto: o da transmutação das frequências negativas em positivas.

Tenho lido e escutado de muita gente: “estou com medo”. De outros, “estou ansioso(a)”. Podemos chamar a ansiedade de um quase-medo excessivo ou de expectativa apreensiva? Vamos pensar juntos: quanto mais medo e/ou ansiedade eu vibrar, mais medo e/ou ansiedade enviarei para o astral da Terra, que já está denso, carregado negativamente. Além disso, o medo paralisa, elimina o pensamento criativo. Como iremos nos ajudar a sair dessa situação, se estivermos paralisados, em inércia? Como vamos apoiar nossos filhos, os entes amados, os amigos que precisam de nossa energia positiva, de nossa criatividade?

É preciso virar a chave do medo. Temos, urgentemente, que nos recolher em silêncio criativo, em meditação; pensar no amor, gerar bons sentimentos, vibrar as energias abundantes da coragem (essa, a chave mestra da virada); da alegria de estarmos em família; da gratidão, por estarmos com saúde; enfim, da paz a que aspiramos. É tempo de orar, de semear, pois tudo vai passar, e que precisamos e precisaremos dos frutos do Espírito Santo, do fluxo de Consciência das virtudes: “22amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, 23mansidão e domínio próprio”(Gálatas 5:22-23).

É comum que nós, humanos que somos, sintamos medo, até mesmo ansiedade, principalmente diante de algo totalmente inusitado, insólito para nossas vidas. O mais importante é a autorregulação em termos do que vamos fazer após sua manifestação. É uma escolha importante neste momento: virar a chave!

Em termos práticos, o que pode ajudar?

Que tal um pouco de atenção ao momento presente, ao aqui e agora, numa oportunidade de intimidade junto a seu corpo, junto a seus filhos, junto à esposa/marido? Que tal olhar-se no espelho, numa imersão de autoconhecimento, permitindo que seu Eu Interior se revele a você? Que tal conversar com Deus, resgatando uma possível conexão que você tenha deixado para trás? Que tal silenciar, meditar, escutar seu próprio coração pulsando amor pelo seu corpo, energizando as células, levando vitalidade para sua mente? Que tal parar um pouco e respirar com calma e ritmadamente? Que tal fazer as refeições em família, sorrir e mastigar os alimentos com tranquilidade, saboreando-os? Que tal pensar positivo, afastando-se de fontes negativas, de toda e qualquer natureza? Que tal cozinhar junto com sua família, dividir as tarefas de casa, ajudar os filhos nos deveres escolares, brincar? Que tal fazer um curso online? Que tal fazer sessões de mentoria, de coaching, de psicologia, de desenvolvimento pessoal online”? Que tal ler, escrever, ousar-se num poema, num conto, numas linhas quaisquer? Enfim, que tal viver?

E, sim, não se esqueça de ficar em casa e cuidar de seu corpo, de sua saúde, da higienização física e mental, além, é claro, do fundamental abastecimento espiritual!

Somos um, e juntos vamos vencer! Creio que nunca foi tão real e oportuno o brado dos


Foto: casadoconhecimento.com.br


Mosqueteiros: “Um por Todos, e Todos por Um.”


Assim agindo, certamente vamos nos abraçar daqui a um tempo, e dizer uns para os outros: “Eu, finalmente, vejo você! Eu sinto você! Eu amo você!” Como nos ensinou o Mestre Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos.” (João 13:34-35).

Ândrei Clauhs

23/03/2020



Ândrei Clauhs é Leader Mentor, Master Coach e Master em PNL, com vivência de trinta anos na condução de dinâmicas de grupos; é praticante de meditação desde a adolescência; tem formação em Psicologia Junguiana; foi líder de equipe das Nações Unidas no Sudão, país africano ao sul do Saara; possui pós-doutorado em Administração e é professor de MBA na Fundação Getúlio Vargas. Além disso, é treinador de Coaching, pelo Grupo Coach, e de Mentoria internacional, pela Global Mentoring Group. Atua como Consultor Empresarial e com o Desenvolvimento Humano e Organizacional, especialmente nos temas de Liderança, Planejamento Estratégico, Mindfulness, Comunicação, Empatia, Autoconhecimento, Inteligência Emocional, Mentoria, Coaching e outras competências ligadas às soft skills.




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